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Júri de Baln. Piçarras julga, nesta terça, acusado de matar índio xokleng em Penha

24/06/2019 18:32
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Será nesta terça-feira (25/06), a partir das 9 horas, na comarca de Balneário Piçarras, o julgamento do réu acusado matar um professor indígena Xokleng, em crime ocorrido no dia 1º de janeiro de 2018, no município vizinho de Penha. A sessão do júri será presidida pelo juiz Luiz Carlos Vailati Junior, titular da 2ª Vara da comarca de Baln. Piçarras. Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), foram mais de vinte golpes de madeira que atingiram especialmente a cabeça da vítima. Câmeras de segurança flagraram o momento da agressão.

Com base nisso, o MP sustenta que o homicídio teria sido praticado por motivo fútil, já que originado em desentendimento por causa do cachorro do réu, e através de recurso que dificultou a defesa da vítima, pois o agressor teria se aproveitado que a vítima estava caída no chão em razão das agressões anteriores. A defesa alega inocência, pois teria havido um desentendimento anterior entre réu e vítima por causa do cachorro de estimação do réu.

Conforme informações do Corpo de Bombeiros, naquela ocasião, a vítima foi atendida quando já estava inconsciente, com ferimento profundo na cabeça e suspeita de traumatismo craniano. O indígena foi levado imediatamente ao pronto atendimento de Penha e, em seguida, encaminhado ao Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, onde foi internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). 

O índio, na época com 38 anos, passou por três cirurgias, mas não resistiu e morreu no início da noite do dia 2 de janeiro de 2018, um dia depois das agressões. Ele era do povo Laklãnõ-Xokleng, da Terra Indígena Laklãnõ, do município de José Boiteux. Professor formado pela UFSC, ensinava crianças de tribos indígenas e tinha como próximo objetivo cursar mestrado (Autos nº 0000006-87.2018.8.24.0048).

Responsável: Ângelo Medeiros - Reg. Prof.: SC00445(JP)
Textos: Assessoria de Imprensa/NCI