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TJ, aos 125 anos, quer pensar o passado, compreender o presente e idealizar o futuro

06/10/2016 15:39
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O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Torres Marques, valeu-se de um pensamento do historiador e geógrafo grego Heródoto para resumir as pretensões da instituição com a programação do 125º aniversário de instalação do Judiciário em Santa Catarina. "Queremos pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro", disse o magistrado, ao declarar aberto o seminário "Do Antigo Regime ao Século XX: novas perspectivas da História do Direito no Brasil", evento que se realiza nesta quinta-feira (6/10) e reúne, entre seus palestrantes, juristas, historiadores e jornalistas de notório conhecimento da matéria.

O presidente aproveitou a oportunidade para fazer um breve relato sobre a história do Judiciário nos últimos 125 anos ¿ a idade exata do TJ em Santa Catarina. "A trajetória do Direito no Brasil se confunde com o próprio desenvolvimento do país", comentou, acompanhado pelas demais autoridades que compuseram a mesa de honra e por cerca de 300 pessoas na plateia. O seminário teve palestra inaugural do jurista português Antônio Manuel Hespanha, professor catedrático jubilado da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa e doutor honoris causa pela Universidade de Lucerna (Suíça).

Ele discorreu sobre aspectos do Direito Penal no Antigo Regime luso-brasileiro, de forma extremamente coloquial; ao comparar a justiça praticada sob a égide do monarca com a dos dias atuais, promoveu praticamente uma desconstrução do absolutismo como sinônimo de justiça criminal feroz e bárbara em contraposição ao método civilizado dos regimes democráticos. Uma aula de Direito e História bem acolhida pelos participantes do seminário, público composto não só de magistrados, servidores e operadores do Direito como também de jovens acadêmicos das universidades locais.

O evento prossegue até o final desta tarde, com a presença de outros convidados como Arno Wehling, Ricardo Marcelo Fonseca, Sérgio Said Staut Júnior, Moacir Pereira, Lira Neto, Eduardo Bueno (Peninha) e ministro Péricles Aurélio Lima de Queiroz. A curadoria do evento está sob a responsabilidade do historiador Gunter Axt.  

Fotos: Heloisa Medeiros e Gamaliel Custódio/Assessoria de Imprensa TJSC
Responsável: Ângelo Medeiros - Reg. Prof.: SC00445(JP)
Textos: Américo Wisbeck, Ângelo Medeiros, Daniela Pacheco Costa e Sandra de Araujo