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Versões contraditórias impedem que exasperado ex-vigilante seja indenizado por banco

13/12/2017 15:58
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Um ex-vigilante de instituição financeira que disse ter sido impedido de ingressar no estabelecimento teve pedido de indenização por danos morais negado em sentença da comarca de Joinville, agora confirmada pela 3ª Câmara Civil do TJ. Ao apresentar versões contraditórias entre si para explicar a situação, o autor da ação suscitou dúvidas que pesaram em seu desfavor.

 

De início, disse que se dirigiu ao banco para tratar de uma dívida trabalhista do tempo em que lá atuou na condição de terceirizado. Na sequência, afirmou que seu objetivo era questionar débito indevido realizado em sua conta corrente. O certo é que o banco comprovou que o cidadão chegou ao local antes da abertura da agência, mas ainda assim foi informado que eventual débito trabalhista deveria ser tratado com a empresa que o contratou. Quando as portas do estabelecimento foram abertas, o ex-vigilante já demonstrava exasperação intensa.

 

O desembargador Fernando Carioni, relator da apelação, destacou uma gravação de celular anexada aos autos que mostra que, de fato, o apelante foi atendido no hall da agência bancária, mas em nenhum momento seu acesso ao interior do banco foi negado. De certo modo, acrescentou o desembargador, o homem já estava dentro da agência ao ser atendido próximo aos caixas, apenas não ultrapassou a porta giratória. "Isso provavelmente se deve ao fato de que não cabia ao banco resolver a questão da dívida trabalhista", concluiu. A decisão foi unânime (Apelação Cível n. 0022727-39.2013.8.24.0038).

Responsável: Ângelo Medeiros - Reg. Prof.: SC00445(JP)
Textos: Américo Wisbeck, Ângelo Medeiros, Daniela Pacheco Costa e Sandra de Araujo