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TJ inicia na próxima segunda-feira campanha de combate à violência contra a mulher

16/08/2018 14:53
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O Tribunal de Justiça, por meio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), dá início na próxima segunda-feira (20/8) à 11ª edição da semana da "Justiça pela Paz em Casa", iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em conjunto com tribunais de justiça de todo o país, que visa levar a paz aos lares brasileiros com campanhas pelo fim da violência contra as mulheres. Durante os próximos dias, magistrados, servidores e diversas entidades da rede de proteção às mulheres de todo o país pretendem dar atenção especial aos processos que envolvem violência contra as mulheres, num esforço concentrado para o julgamento de feminicídios, audiências e medidas protetivas, além de atos de conscientização sobre a problemática da violência contra a mulher.
 
A Cevid também realizará também no próximo dia 23 de agosto, às 13h30min, no auditório do Pleno, uma série de palestras e atividades relacionadas ao combate da violência contra a mulher. O evento marca o encerramento da campanha "Justiça pela Paz em Casa". A primeira palestra está marcada para as 14h30min e será ministrada pela juíza Ana Luísa Schmidt Ramos, com o tema "Violência psicológica contra a mulher". Logo após, às 15h, será apresentado o projeto-piloto "Entrevista investigativa adaptada ao depoimento especial", elaborado pelo psicólogo e servidor Ricardo Luiz de Bom Maria. Às 16h30min, a psicóloga Ana Laura Tridapalli exibirá uma pesquisa sobre homicídios conjugais na Grande Florianópolis e, na sequência, a também psicóloga Fernanda Fontoura Medeiros fará a palestra "O resgate do poder feminino". O evento contará ainda com a apresentação do coral "Vozes do Arvoredo" e com o lançamento do II Concurso Cultural "Dê um basta na violência". O evento será transmitido pela intranet do TJ.
 
A coordenadora da Cevid, desembargadora Salete Silva Sommariva, destaca que desde a promulgação da Lei Maria da Penha, em 7 de agosto de 2016, muitos foram os avanços. "Especialmente porque homens e mulheres passaram a compreender que a violência doméstica não é mera discussão de casais, mas atinge os filhos, as famílias e toda a sociedade. A violência contra a mulher gera um alto custo econômico e social, porque perpetua o quadro de agressões gerações após gerações e destrói os lares e as vidas de todos que convivem com ela. Por isso, para que sejamos um Judiciário reconhecidamente humanizado e efetivo, precisamos fazer mais do que julgar processos. Precisamos nos lembrar de que o processo acaba e que há vida após o julgamento. E que se não fizermos nada além disso, se não nos preocuparmos com o nosso jurisdicionado, o problema continuará, os homens continuarão sendo presos e as mulheres continuarão morrendo pelas mãos de seus parceiros, filhos e companheiros", apontou a magistrada.
 
A semana da "Justiça pela Paz em Casa" é realizada três vezes por ano: em março, em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres; em agosto, por ocasião do aniversário da promulgação da Lei Maria da Penha; e em novembro, durante a Semana Internacional de Combate à Violência de Gênero, estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU). Nas últimas 10 edições, foram proferidas mais de 126 mil sentenças e mais de 60 mil mulheres foram beneficiadas com medidas protetivas. ¿
Fotos: Divulgação/Cevid
Responsável: Ângelo Medeiros - Reg. Prof.: SC00445(JP)
Textos: Américo Wisbeck, Ângelo Medeiros, Daniela Pacheco Costa e Fabrício Severino